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	<title>Diário de Palco</title>
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		<title>Zander, Fire Driven, Bullet Bane e Plastic Fire se unem em álbum de inéditas e covers</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 16:44:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Se você acompanha a cena hardcore de 2010 para cá, provavelmente ouviu falar de alguns destes nomes: Zander, Fire Driven, Bullet Bate e Plastic Fire. Estas quatro bandas se juntaram no split Chumbo, lançado na internet nesta segunda-feira (13) e &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2012/02/zander-fire-driven-bullet-bane-e-plastic-fire-se-unem-em-album-de-ineditas-e-covers-conheca-a-historia-do-split-chumbo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/chumbo_logo_590px.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-681" title="chumbo_logo_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/chumbo_logo_590px.jpg" alt="" width="590" height="295" /></a></p>
<p>Se você acompanha a cena hardcore de 2010 para cá, provavelmente ouviu falar de alguns destes nomes: Zander, Fire Driven, Bullet Bate e Plastic Fire. Estas quatro bandas se juntaram no split Chumbo,<a href="http://tramavirtual.uol.com.br/chumbo" target="_blank"> lançado na internet nesta segunda-feira (13)</a> e com uma turnê preparada para os quatro primeiros dia de março.</p>
<p>“Primeiro eu fiz uma brincadeira falando que deveríamos lançar um split chamado &#8220;Plastic Fire Driven&#8221; em vinil de 7 polegadas”, explica Cesar Carpanez, guitarrista do Fire Driven, unindo o nome de duas das bandas. A ideia não vingou, mas meses depois, mais um grupo se agregou na ideia. “Fiquei com vontade de chamar o Zander pra fazer um split também e por conta do destino, o Bil apareceu no Facebook uma noite uma hora ele me escreve: &#8220;”bicho, o que você acha de a gente fazer um split?” Eu cai pra trás porque eu ia fazer a mesma pergunta pra ele!”, relembra.</p>
<p>O Bullet Bane foi o quarto elemento a se agregar no split. Gabriel, vocalista do Zander, já havia gravado o mais recente álbum do Plastic Fire [<em>A Última Cidade Livre</em>] e mixado o EP do Fire Driven [<em>Growing Past These Lines</em>]. Daniel Avelar, guitarrista do Plastic Fire, também esteve na produção do primeiro show do Bullet Bane no Rio de Janeiro – ou seja, todas as bandas já se conheciam. “O que nos uniu mesmo foi a amizade e o desejo de fazer acontecer com as próprias mãos”, explica o próprio Daniel.</p>
<p>Ao todo são 12 músicas: cada banda gravou duas inéditas e uma versão surpresa. As paulistas Fire Driven e Bullet Bane, gravaram em São Paulo; E as cariocas Plastic Fire e Zander gravaram no Rio, no estúdio Superfuzz. As sessões aconteceram entre setembro e dezembro, quando chegaram ao estúdio carioca para a mixagem e masterização, feita pelo próprio Gabriel Zander, dono do estúdio e vocalista da banda de mesmo nome.</p>
<p><object width="100%" height="225" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="https://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1609036" /><embed width="100%" height="225" type="application/x-shockwave-flash" src="https://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1609036" allowscriptaccess="always" /></object> <a href="http://soundcloud.com/tenhomaisdiscosqueamigos/sets/split-chumbo">Split Chumbo</a> by <a href="http://soundcloud.com/tenhomaisdiscosqueamigos">tenhomaisdiscosqueamigos</a>. O disco completo em streaming e download está disponível <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/chumbo" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>Do it yourself</strong><br />
Esquecido há anos pela bandas independentes, o formato “split”, que reune um grupo de bandas no mesmo disco, costumeiramente traz junto a curiosidade por trás das versões. Neste caso, cada banda criou uma nova versão para uma música de outro artista do álbum. “É algo que praticamente não existe, exceto raríssimas exceções. Acho que esse split prova que não existe ninguém melhor que as próprias bandas pra tomar conta das suas próprias composições, artes de capa, forma de divulgação e shows”, analisa Cesar Carpanez. “Depois que o &#8220;querido&#8221; Rick Bonadio chupou tudo que pode da cena independente e cuspiu o caroço, o cenário nacional só piorou”, dispara.</p>
<p>As bandas sairão em turne entre os dias 1 e 4 de março, tocando no Rio, São Paulo, Santos e Curitiba, respectivamente. “Falando em show, quem deve organizar é a gente mesmo e ponto! &#8216;A gente&#8217; que eu diga é quem está envolvido de fato. O velho papo de não deixar que ninguém faça por você, do it youserlf, essas coisas básicas que infelizmente nem todo mundo consegue entender”, decreta Daniel, do Plastic Fire.</p>
<p><strong>Por quê ouvir? &#8211; Fire Driven</strong><br />
Escalamos os próprios musicos para argumentar um motivo para se escutar a banda da qual eles fizeram versões. A versão surpresa que o Zander fez do Fire Driven é da faixa <em>Procrastination</em>.</p>
<div id="attachment_682" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/fire_driven_590px.jpg"><img class=" wp-image-682" title="fire_driven_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/fire_driven_590px.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">As músicas do primeiro EP do Fire Driven já haviam sido masterizadas e mixadas no estúdio Superfuzz, por Gabriel Zander, uma das cabeças do split</p></div>
<p>“Acho que as pessoas que gostam do Zander deveriam escutar Fire Driven porque eles indiretamente são uma grande influência pra gente. A pegada, os timbres e o som que eles fazem é exatamente o som que a gente sempre ouviu desde antes de montar o Zander. Bandas dos anos 90 como Seaweed [já fizemos cover deles inclusive], Screaming Trees, Nirvana, Farside, Samiam [também já fizemos covers], Helmet [fizemos cover na época do Noção de Nada], Sense Field, Shades Apart e outras. Se você não conhece nenhuma dessas bandas, basta escutar o Fire Driven para começar que já vai entender bastante de onde eles vem e consequentemente da onde a gente veio também”</p>
<p>Quanto a música a gente gosta de todas do CD deles, então ficamos pensando qual tocar. O Sanfoneiro simplesmente foi o primeiro a dizer: &#8220;po, a gente podia tocar aquela Procrastination, me amarro muito nessa&#8221; e a gente &#8220;claro, vamos mandar essa brasa!&#8221; e simplesmente foi isso.</p>
<p><strong>Por quê ouvir? – Bullet Bane</strong><br />
Daniel Avelar, do Plastic Fire, também deu argumentos para quem não conhece o Bullet Bane [que já se chamou Take Of The Healter e abriu uma série de shows gringos no Brasil].</p>
<div id="attachment_683" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/bullet_bane_590px.jpg"><img class=" wp-image-683" title="bullet_bane_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/bullet_bane_590px.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Promessa do cenário hardcore, o Bullet Bane já abriu shows internacionais como No Fun At All, NOFX, A Wilhelm Scream e Millencolin, além de um disco lançado no Japão</p></div>
<p>“É umas das bandas mais legais da atualidade e uma das mais promissoras também. Lançaram seu 1º disco no final do ano passado que por sinal, ainda não saiu do meu mp3. Temos diversas influências em comum, o que facilita a afinidade entre as bandas e torna um prazer fazermos parte dessa nova geração que está vindo com tudo e sem pedir licença, meu amigo.</p>
<p>Sou amigos dos caras e acompanho o trabalho deles desdo comecinho. Um fato engraçado é que antes do Take Off The Halter ser criado, eu já conhecia o Victor [vocalista], e através de uma conversa no MSN passei para ele algumas coisas que eu estava escutando na época, como o Belvedere [banda de hardcore melódico canadense] que se tornou uma grande influência deles.</p>
<p>Escutamos todos juntos as músicas deles e a decisão sobre a versão foi bem rápida e unânime. <em>Seconds</em> é a segunda música do EP lançando em 09 e a mais &#8221;lenta&#8221; também. Aceleramos um pouco e mudamos algumas coisa para deixa-la com a nossa cara. O legal é que rolou um pequeno &#8216;pout-pourri&#8217; na parada! De introdução, usamos um pedaço de <em>The Parable Of Paul Tadpole</em> e no final da música usamos o começo de <em>We Took Off</em>.</p>
<p><strong>Por quê ouvir? – Zander<br />
</strong>Quem regravou o Zander para o split Chumbo foi o Fire Driven. Veja abaixo bons motivos para ouvir a banda carioca e como foi decidida a regravacao de <em>Todos os Dias</em>.</p>
<div id="attachment_688" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/zander_590px.jpg"><img class=" wp-image-688 " title="zander_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/zander_590px.jpg" alt="" width="590" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Gabriel (primeiro a esquerda) teve a ideia de unir as bandas no mesmo álbum</p></div>
<p>Eu acho que as pessoas deveriam escutar o Zander primeiro porque eles são uma banda que realmente batalha por aquilo que acredita e fazem isso sem abrir as pernas ou abrir concessões. Eles tem o espírito da década de 90, onde as pessoas envolvidas com bandas, selos, zines e shows, faziam o que gostavam e primeiramente por amor e não por fama ou dinheiro. O que vem em primeiro lugar é sempre a paixão pela música no caso de uma banda como eles e isso hoje em dia meu amigo, está em falta, quase extinto neste cenário nacional e até mesmo internacional.</p>
<p>Sobre a opção de regravar a <em>Todos os Dias</em> a escolha final acabou ficando por conta do Zeek porque ele já tinha a idéia de traduzir a letra para o inglês e com essa música ficou mais fácil de encaixar. Meu voto inicial foi para a &#8220;Motim&#8221; e a Piti havia escolhido uma faixa de um lançamento anterior deles, mas acabamos acatando a decisão do Zeek pois ele disse que seria mais tranquilo e legal regravar essa. Na parte musical nós tentamos deixar ela um pouco mais pesada e talvez um pouco mais &#8220;hardcore&#8221;.</p>
<p><strong>Por quê ouvir? – Plastic Fire<br />
</strong>Para terminar, o guitarrista do Bullet Bane, Fernando Uehara, contou sobre a versão em inglês que a banda fez da musica A Ultima Cidade Livre e sobre a relação da sua banda com o Plastic Fire.</p>
<div id="attachment_691" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/plastic_fire_590px.jpg"><img class="size-full wp-image-691" title="plastic_fire_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/plastic_fire_590px.jpg" alt="" width="590" height="391" /></a><p class="wp-caption-text">A primeira ideia do que se transformou no split Chumbo foi um vinil com as bandas Fire Driven e Plastic Fire (foto)</p></div>
<p>Quem curte o Bullet Bane vai curtir o som deles, porque as nossas influências são muito próximas, com linhas de guitarras muito bem trabalhadas, vozes agressivas e a batera e o baixo ali metendo bronca. São músicas pesadas, com muita técnica e com conteúdo.</p>
<p>A versão que nós fizemos do PF foi da música &#8221; A Ultima Cidade Livre&#8221;/ &#8220;The Last Free City&#8221;, que leva o nome do CD deles. A escolha dela foi unânime logo de cara, porque ela tem uma levada um pouco mais cadenciada com uma puta linha de voz, logo imaginamos como seria uma versão mais rápida e com vocal em inglês dessa musica.</p>
<p>Há partes que nós utilizamos alguns efeitos como o delay e o phase, para que aquela parte fosse uma vibe totalmente diferente da original, tentando mostrar o lado oposto, da música original. Tivemos que fazer algumas modificações na letra, pois a tradução literal de algumas expressões não faziam sentido e algumas não soavam tão bem no inglês.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Grandes Cliques: uma imagem genial de Gee Rocha, do Nx Zero, registrada por Cesar Ovalle</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 12:00:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há muito sou fã das fotos do Cesinha. Ele também escreve bem e, de vez em quando, dava uma passada pelo blog dele e acabava lendo vários posts em uma tacada só [está parado há algum tempo, mas vale a &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2012/02/grandes-cliques-uma-imagem-genial-de-gee-rocha-registrada-por-cesar-ovalle/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há muito sou fã das fotos do Cesinha. Ele também escreve bem e, de vez em quando, dava uma passada pelo <a href="http://cesarovalle.wordpress.com/" target="_blank">blog dele</a> e acabava lendo vários posts em uma tacada só [está parado há algum tempo, mas vale a visita!]. Espero que você concorde comigo quando ver a imagem abaixo, clicada exatamente no dia 22 de fevereiro do ano passado e saiba a história por trás dela.</p>
<div id="attachment_671" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Nx_Gee_gota_Cesar_Ovalle.jpg"><img class=" wp-image-671" title="Nx_Gee_gota_Cesar_Ovalle" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Nx_Gee_gota_Cesar_Ovalle.jpg" alt="" width="590" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">Gee Rocha, guitarrista do Nx Zero, durante show em Ribeirão Preto. Foto por Cesar Ovalle</p></div>
<p>Na real foi difícil escolher uma foto ou uma história, então resolvi pegar uma foto que eu já havia publicado, porém, que eu ainda não tinha contado como a fiz.</p>
<p>Essa foto eu fiz em um show de uma rádio de Ribeirão Preto, onde o Nx Zero tocou em fevereiro de 2011. O local era bem pequeno, não tinha como atravessar o palco, não havia corredor de segurança &#8220;habitável&#8221;, ou seja, tive que ficar o tempo inteiro do lado direito do palco [esquerdo para quem assistia], escondido atrás do side. Passei o show inteiro por ali, e isso significa que muita coisa diferente eu não poderia fazer. Então comecei a procurar assunto, a insistir mais no olhar do que em qualquer outra coisa, e foi assim que essa foto saiu.</p>
<p>Quando percebi que o Gee estava suando muito, vi que haviam algumas gotas escorrendo&#8230; foi aí que me preparei pra registrar o momento e não poderia errar. Sabe-se lá quando é que outra gota iria cair e sabe-se lá se eu iria conseguir enxergar isso. Então quando vi que ele abaixou a cabeça, fiquei só esperando a gota descer.</p>
<p>A foto tinha tudo pra dar errado, já que ele poderia se mexer bem na hora, poderia passar a mão pra tirar a gota, enfim, ou até mesmo eu poderia errar o clique na hora certa, mas, por sorte de tudo isso, ela foi feita e está aí!</p>
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		<title>“Cheguei a quase ter medo de escrever da maneira que sempre escrevi”, analisa Lucas, sobre o polêmico EP da Fresno</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 11:00:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fiquei surpreso e feliz quando ouvi Cemitério das Boas Intenções pela primeira vez. Não imaginava que a banda pudesse deixar tão cedo o apoio das gravadoras e muito menos que faria canções tão polemicas – e importantes. Além de resenhar &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2012/02/cheguei-a-quase-ter-medo-de-escrever-da-maneira-que-sempre-escrevi-analisa-lucas-sobre-o-polemico-ep-da-fresno/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei surpreso e feliz quando ouvi <em>Cemitério das Boas Intenções</em> pela primeira vez. Não imaginava que a banda pudesse deixar tão cedo o apoio das gravadoras e muito menos que faria canções tão polemicas – e importantes.</p>
<p>Além de resenhar o disco no <strong>Diário de Palco</strong>, há alguns dias, enviei algumas perguntas para o Lucas. Algumas horas depois, as respostas chegaram. A velocidade e a intensidade com que as perguntas foram respondidas são proporcionais ao peso das novas músicas &#8211; que debatem sobre a “fé” das pessoas e coloca o ateísmo em debate.</p>
<p>Com vocês – muita gente que visita o Diário pela primeira vez – o que pensa Lucas Silveira sobre os novos rumos da Fresno.</p>
<p><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fresno_cemiterio_capa_590px.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-636" title="fresno_cemiterio_capa_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fresno_cemiterio_capa_590px.jpg" alt="" width="590" height="590" /></a></p>
<p><strong>Eu concordo quando você quanto a necessidade das pessoas em encontrar sua verdade própria e entendo a importância que a música tem em abrir a mente das pessoas. Você provavelmente já recebeu reações a favor e contra as músicas que falam sobre ateísmo. Como tem sido isso?<br />
</strong>Falo isso não só religiosamente, mas como em tudo quanto é âmbito, no que tange à nossa existência. O mundo que eu não escolhi para me rodear incita e causa a loucura, a barbárie, a &#8216;vontade de um dia jogar tudo para o ar&#8217;, então isso faz com que a grande maioria das pessoas procure por uma verdade pronta, planejada, inquestionável e infalível. <strong><span style="color: #ff0000;">Eu vejo muita gente nessa preguiça irritante, e me senti no direito de lhes dar um chacoalhão, para pelo menos pensar a respeito um pouco</span>.</strong></p>
<p>Muita gente pegou somente a frase &#8216;cadê seu Deus?&#8217; e já saiu tacando pedra. Não foram as primeiras pedradas, nem as últimas. Outros já pegaram o resto do que é dito na letra e, mesmo não concordando comigo, o que é 100% normal, tiraram alguma mensagem para si. Eu poderia ficar contando aqui a origem de cada verso, mas isso inibiria a capacidade do ouvinte de tirar sua própria conclusão. Arte não se explica, se contempla, gosta ou desgosta. Mas “um coração não se faz com a mão” é mais ou menos a síntese do que eu penso sobre o que a música emo acabou virando. Destilar amor e ódio na ponta dos dedos e escrever com o coração algo que seja capaz comover as pessoas jamais foi uma “fórmula”. Isso é o ofício de uma arte, e arte não tem moderação/revisão/aprovação superior. Pelo menos, não é pra ter.</p>
<div id="attachment_650" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Fresno_Hangar.jpg"><img class="size-full wp-image-650" title="Fresno no show de lançamento do EP, no Hangar 110. Foto por Gustavo Vara" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Fresno_Hangar.jpg" alt="Fresno no show de lançamento do EP, no Hangar 110. Foto por Gustavo Vara" width="590" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Fresno no show de lançamento do EP, no Hangar 110. Foto por Gustavo Vara</p></div>
<p><strong><em>Crocodilla, A Gente Morre Sozinho</em> e <em>Não Vou Mais</em> são músicas feitas há pouco ou já estavam encubadas esperando o momento de serem reveladas ao mundo? O Rick Bonadio e pessoas da Universal chegaram a ouvi-las?<br />
</strong><em>Não Vou Mais</em> é uma música que eu e o Tavares escrevemos em conjunto para gravar numa primeira demo da Carox. Passou um tempo e eu fiz uma letra alternativa para ela, bem como a cara da Fresno 2012. Imaginei que casaria muito bem com as outras duas, bem como a regravação de <em>Relato De Um Homem De Bom Coração.</em></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Já cheguei ao ponto de quase ter medo de escrever da maneira que sempre escrevi, tamanha a nuvem negra de gente falando merda e apontando o dedo pra mim</strong>.</span> Gente escrota, gente amarga que realmente se incomoda com a existência de um sorriso na cara de outro indivíduo. Foram muitos meses lidando com um sentimento interno que estava me constipando criativamente, e isso ainda estava sendo reforçado por um relacionamento que me fodia com a cabeça. 2011 foi um ano de libertação, de tudo quanto é tipo de amarra.</p>
<p>A Universal jamais foi um empecilho na nossa carreira, pois a nossa relação com eles, infelizmente, foi sempre bem indireta, sendo a Arsenal uma espécie de intermediário. Nossos discos já chegavam nas mãos deles pré-aprovados pela Arsenal, que era onde a briga acontecia. Lembro de ouvir lá de dentro que a música <em>Cada Poça Dessa Rua&#8230;</em> era horrível, chata e que deveria ser cortada dos shows. <strong><span style="color: #ff0000;">Esse tipo de tratamento com um artista que te dá uma porcentagem absurda de absolutamente tudo que ele ganha é algo que te mata de desgosto devagarinho.</span></strong> Por isso o repertório do EP é tão na cara, visceral e sincero. É porque não tem filtro. Sou eu e meus companheiros de banda deixando bem claro que aquilo é o que queremos fazer. E não falo de ser leve ou pesado, e sim livre.</p>
<div id="attachment_651" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Setlist_hangar.jpg"><img class="size-full wp-image-651" title="Setlist da banda no Hangar 110, com as três novas músicas do EP" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Setlist_hangar.jpg" alt="Setlist da banda no Hangar 110, com as três novas músicas do EP" width="590" height="512" /></a><p class="wp-caption-text">Setlist da banda no Hangar 110, com as três novas músicas do EP. Foto por Gustavo Vara</p></div>
<p><strong>Em uma entrevista você também fala sobre buscar um equilibro entre a sua criação e a adaptação para o mercado. Como você vê o caminho da Fresno nessa corda bamba? Lançar um EP como este, com sonoridade e letras fortes foi um meio proposital de quebrar essa relação ou algo que foi se desenvolvendo e tomou esse caminho naturalmente?<br />
</strong>Quando as opções são &#8216;corda bamba&#8217; e &#8216;chão&#8217;, a gente aprende rapidinho a se equilibrar. <strong><span style="color: #ff0000;">Eu me emociono quando a gente consegue fazer algo que tenha profundidade</span></strong> e, ao mesmo tempo, aquela simplicidade que acaba dialogando com uma massa muito maior de gente. Eu fiquei assim quando, após mudar uma canção dezenas de vezes, chegamos no que futuramente seria a canção <em>Porto Alegre</em>. Foi assim com <em>Eu Sei</em>, também. Músicas que são hits pra gente e pro público que nos ouve nas rádios, mas que foram feitas daquele jeito, ninguém as deixou assim. <em>Crocodilia</em> e <em>Não Vou Mais</em> são músicas em que as guitarras estão bem altas, mas que possuem uma estrutura tão &#8220;pop&#8221; quanto a de qualquer hit de rádio. A gente só não tá fazendo um trabalho de rádio agora com esse EP porque estamos reformulando a nossa equipe, montando o próprio escritório, o que é prioridade agora. E estamos felizes pra caramba com a repercussão absurda que as músicas tiveram na Internet.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/zr6Dq7vN4Ck" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></p>
<p><strong>Para este ano vocês prometem um DVD que já pretendem lançar há algum tempo. Pode adiantar alguma coisa? E sobre os próximos EPs? Vem mais dois este ano?<br />
</strong>Retomamos o projeto do DVD assim que nos desligamos da Arsenal, mas agora as reuniões começam todas de novo. Não queremos que seja simples, nem fácil de fazer. Estamos a uma altura das nossas vidas em que tudo precisa surpreender e causar um impacto tão grande no nosso público quanto o que esse EP causou, assim como foi o <em>Revanche</em>. Então é muita coisa que a gente tem que planejar e definir antes de sair falando como vai ser. Mas, sim, em paralelo a tudo isso, serão feitos mais dois EPs, que vão formar o nosso novo disco. <span style="color: #ff0000;"><strong>Lançando as músicas aos poucos, o pública presta mais atenção em cada música.</strong></span></p>
<p><strong>Você crê que essa época &#8220;pop&#8221; foi fundamental para a Fresno de hoje ter cacife lançar algo mais pesado e poder se manter com força? Afinal, independente de com quem estejam, toda pessoa que &#8220;vive de banda&#8221; precisa receber pelo que faz &#8211; e no Brasil, quem faz música pesada, na maioria das vezes não tem essa condição.<br />
</strong>Entendo que tu não usou isso de maneira pejorativa, mas esse negócio de &#8216;época pop&#8217; soa meio tipo aquelas pessoas, que, para elogiarem o nosso EP, fazem questão de dizer que tudo que foi feito nos outros 12 anos de banda não presta.</p>
<p>A gente, nossos fãs e nossas músicas amadureceram, mas eu ainda sou capaz de me emocionar ao ouvir uma música como <em>Velha História</em>, que eu fiz quando tinha uns 19 anos, ou quando empunho o violão para cantar uma letra ingênua como a de <em>Se Algum Dia Eu Não Acordar</em>, que eu fiz no ensino médio.</p>
<p>O <em>Redenção</em> consiste na nossa fase &#8220;pop&#8221;, mas nos rendeu a faixa título, <em>Milonga</em> e <em>Europa</em>, músicas que a gente toca até hoje porque a gente as ama demais. Agora a gente tá crescentemente pesando a mão nos nossos sons, nos nossos shows, não somente porque a gente gosta disso, mas também porque o pessoal enlouquece de uma maneira muito assustadora quando a gente toca as músicas novas.</p>
<p>Essa energia nos deixa mais vivos, nos rejuvenesce o espírito e nos dá vontade de prosseguir. A gente tem nas mãos uma arma que é capaz de sublimar a tristeza, a minha e de todo mundo que me ouve com atenção. <span style="color: #ff0000;"><strong>A gente canta a tragédia bem alto, que é pra ela ir pra bem longe de nós e nunca mais voltar</strong></span>.</p>
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		<title>Música underground nos terraços portenhos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 10:00:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Buenos Aires é cheia de construções antigas. Em muitas delas, estão escondidas terraços. Na minha primeira moradia oficial aqui em 2011 fiquei em uma casa e, da rua, olhando apenas uma porta de madeira, jamais poderia imaginar a beleza de &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2012/01/musica-underground-nos-terracos-portenhos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_641" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/aldana_590px.jpg"><img class="size-full wp-image-641" title="Maria Fernanda Aldana tocando Apocalipsis en la terraza" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/aldana_590px.jpg" alt="Maria Fernanda Aldana tocando Apocalipsis en la terraza" width="590" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Fernanda Aldana tocando Apocalipsis en la terraza</p></div>
<p>Buenos Aires é cheia de construções antigas. Em muitas delas, estão escondidas terraços. Na minha primeira moradia oficial aqui em 2011 fiquei em uma casa e, da rua, olhando apenas uma porta de madeira, jamais poderia imaginar a beleza de um espaço que, mesmo em meio a vários prédios, te dá uma visão diferente da cidade.</p>
<p>Eis que há alguns dias descobri o <a href="http://www.enlaterraza.com/" target="_blank">En La Terraza</a>, um projeto que vários artistas de diferentes estilos apresentam suas músicas, em versões inéditas e em diversos terraços da cidade. De dia, de noite, com chuva, com luzes especiais, com sol. Um jeito diferente de conhecer algumas paisagens que fazem parte do cotidiano portenho.</p>
<p>Como nós pouco consumimos música em espanhol, creio que os leitores do <strong>Diário</strong>, assim como eu, só devem conhecer um dos nomes que participou da projeto até agora: o Boom Boom Kid.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/OvpqSmXv2K4" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Assisti vários dos vídeos e encontrei algumas coisas estranhas demais até para mim, que ouço coisas estranhas &#8211; tem uma banda chamada Travesti, por exemplo. Mas como eu sei que tem muita gente que é mais indie do que eu, aposto que muitos leitores vão adorar artistas que eu não compreendi. Fiz abaixo uma lista de alguns dos que gostei, mas vale checar o <a href="http://www.enlaterraza.com" target="_blank">site oficial</a>, com todos os vídeos em HD. O projeto começou em meados do ano passado e segue com coisas novas, que foram publicadas em janeiro. Segue uma pequena amostra do que vi, ouvi e curti:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/P9O9Q-XhEHc" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe><br />
Gostei muito da paisagem escolhida para o Leo Garcia, no bairro de Barracas (ao lado de La Boca, aonde fica o estádio) Essa é uma versão de uma música do Daniel Melero. Não conhecia a original, mas a versão ficou ótima.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/vXo1G1Jr9V0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe><br />
<a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADa_Fernanda_Aldana" target="_blank"> Wikipedia me conta que a Maria Fernanda Aldan</a> é das antigas, vocalista e baixista do El Otro Yo, uma banda de punk rock do final dos anos 80 e que ainda tá no rolê. No começo a voz dela me pareceu um pouco irritante, mas na segunda audição já tinha pego gosto!</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/hS3qXmXk8Rw" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe>Esse é o Julián Aznar &amp; The Maidens. Rock eletronico, com toques de New Order e Joy Division. A descrição do vídeo diz que ele é o “electric gigoló argentino”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fresno – Cemitério das Boas Intenções</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 11:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@pelogia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De volta ao mercado independente por opção própria [e não pela falta dela], a Fresno parece querer romper com seu lado radiofônico e com a imagem de banda emo [na visão midiática, de quem não conhece o assunto] em Cemitério &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2012/01/fresno-%e2%80%93-cemiterio-das-boas-intencoes/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fresno_cemiterio_capa_590px.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-636" title="fresno_cemiterio_capa_590px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2012/01/fresno_cemiterio_capa_590px.jpg" alt="" width="590" height="590" /></a></p>
<p>De volta ao mercado independente por opção própria [e não pela falta dela], a Fresno parece querer romper com seu lado radiofônico e com a imagem de banda emo [na visão midiática, de quem não conhece o assunto] em <em>Cemitério das Boas Intenções</em>, EP lançado em dezembro, de graça, na web.</p>
<p>Confiante de seu tamanho no mercado, a banda pesou na sonoridade e principalmente nas letras. Aos fãs das canções de amor sobre “eu-e-você” e aos que vêem a Fresno como um grupo que faz músicas para adolescentes, é um tapa na cara.</p>
<p>O álbum abre com <em>Crocodilia</em>. Instrumentos mais altos e uma letra que não precisa dar todas as palavras para dizer do que se trata [Não, não, não acredito em inferno / É só uma ilusão, o sofrimento é eterno/ Não, não, não acredito em saída/ É só uma ilusão, facilita a vida]. É a melhor das quatro canções do EP.</p>
<p>O peso e a descrença continuam em <em>A Gente Morre Sozinho</em>. A canção também deve causar um impacto aterrorizador aos fãs de todas as épocas do grupo, incluindo os mais antigos, da época independente, já que o tema da letra também vai de frente ao bom mocismo e as crenças religiosas de uma forma geral [Perguntaram para mim / Pra onde eu vou, de onde eu vim / E eu respondi com um olhar / Pedindo ajuda, sem encontrar].</p>
<p>A sonoridade é mais suave em <em>Não Vou Mais</em> e a canção parece ter um tom mais íntimo e pessoal, porém um recado direto chega nas últimas estrofes: “Eu já pedi pra Deus pra ele me salvar / Mas quando abro os olhos / Não acredito em nada”.</p>
<p>A última faixa é uma regravação acústica de <em>Relato de Um Homem de Bom Coração</em>, do álbum anterior, Revanche. A música destoa do clima das outras, mas já havia me chamado a atenção quando foi lançada. Ainda fico sem entender a crítica feita sobre “a vida na estrada” e a situação do artista popular. Afinal, não é o que a banda sempre desejou? Ou eu não entendi a letra?</p>
<p>É cedo para dizer como será a reação dos fãs, mas por pior que seja a resposta, a Fresno tem uma longa trajetória e uma longa base e um possível “tropeço” pode ser revertido, caso eles decidam não deixar a audiência pop.</p>
<p>Para concluir, deixo aqui <a href="http://musica.terra.com.br/interna/0,,OI4160676-EI1267,00.html" target="_blank">uma resposta que o Lucas deu para mim há dois anos</a>, durante o show de estréia do Beeshop, e que pode esclarecer um pouco sobre a mudança nos rumos do grupo e de sua carreira artística pessoal. Creio que a visão dele mudou apenas nos termos de “se a gravadora continua me apoiando”, mas a atitude musical é a mesma, o que me faz apostar que a Fresno não tem pretensões de voltar atrás em seu rumo.</p>
<p>À época, em dezembro de 2009, perguntei ao Lucas se ele pretendia ser o &#8220;Chris Cabarra do Brasil&#8221; [o fundador do Dashboard Confessional], já que o Beeshop fazia uma música muito parecida. O que ele me respondeu: &#8220;com certeza, quero ser sim. Queria ser até mais.<strong> Vamos falar de sonhar aqui, eu gostaria de ser o Jack White do Brasil. De ter a Fresno e tudo mais que eu tiver na cabeça.</strong> Eu gosto de música eletrônica séria, como LCD Sound System [atualmente, ele tem o <a href="http://www.facebook.com/sirsirmusic" target="_blank">SIRsir</a>], então não duvido que daqui alguns anos eu tenha um projeto nessa linha também. Gosto de dar vazão a tudo que eu faço, e se a gravadora continuar me apoiando como agora, de até levar o Beeshop para a rádio, então pode dar muito certo&#8221;</p>
<p><center><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/zr6Dq7vN4Ck" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Soulstripper: o quanto um clipe bem sacado pode bombar uma banda</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 22:31:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@pelogia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já tem cinco meses que bombou na rede um vídeo chamado Não Trocaria um Sorvete de Flocos por Você. Uma música meio fofinha, levemente safada e que, com um vídeo muito bem feito, rendeu uma fama até então desconhecida para &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2011/12/soulstripper-o-quanto-um-clipe-bem-sacado-pode-bombar-uma-banda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/soulstripper_interna.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-618" title="soulstripper_interna" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/soulstripper_interna.jpg" alt="" width="580" height="382" /></a></p>
<p>Já tem cinco meses que bombou na rede um vídeo chamado <em>Não Trocaria um Sorvete de Flocos por Você</em>. Uma música meio fofinha, levemente safada e que, com um vídeo muito bem feito, rendeu uma fama até então desconhecida para o <strong><a href="http://onesheet.com/soulstripper" target="_blank">Soulstripper</a></strong>.</p>
<p>Se não me confundo, em 2007, recebi um EP deles. Achei genial uma banda ter letras bem sacadas sobre ser um puta cafajeste, tratando de amor sem choro. Nunca tinha escutado algo parecido e os entrevistei, resenhei o EP, fui em alguns shows e, em 2009, escrevi o release do primeiro full álbum deles [o mesmo que estão trabalhando agora]. E sempre me perguntava por que raios a banda não estava “famosa”, pois faziam algo original.</p>
<p>Eis o que faltava para dar uma guinada na carreira neles: um belo vídeo. Que veio justamente quando a banda estava parada. Eles finalizaram as gravações de <em>As Mulheres e Todos os Problemas que vem com Elas</em> em 2009 e entrararam em hiato poucos meses depois.</p>
<p>Por acaso, voltaram em 2011 pouco antes de finalizar o clipe e só após um ano e meio começaram de verdade a trabalhar o CD. Uma música antiga [e boa por si só], com um vídeo novo e original. Resultado: um milhão de views no YouTube. O clipe entrou na programação da MTV, eles foram para a TV, voltaram aos palcos e fizeram 11 shows [a partir de setembro, pois o vocalista, Bruno, estava viajando], incluindo visitas em Salvador, Curitiba e Feira de Santana [neste, sendo a principal atração de um festival chamado <a href="http://feiranoisefestival.com.br/blog/" target="_blank">Feira Noise</a>]. O show de retorno, em Piracicaba, cidade natal da banda, ganhará um mini-documentário.</p>
<p>Há algumas semanas, conversei com o Bruninho Fontes, vocalista do Soustripper, para saber como andavam as coisas meses após o sucesso instantâneo. Abaixo estão as respostas dele e no final do post, também tem um novo clipe, de <em>Bonitinha, né? Fiz pra você</em>.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/kP4QHmrBWwE" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center><strong>Qual a história do clipe de &#8220;Sorvete de Flocos&#8221;? Quem são as crianças todas?</strong><br />
No final de 2009, um pouco depois de lançar o CD, um cara entrou em contato com a gente por e-mail, falando que gostava da banda e gostaria de fazer um clipe nosso. Como não tinhamos nada a perder, combinamos uma reunião e fechamos o vídeo. Logo de cara ele passou a idéia de fazer com crianças. Nesse meio tempo, a banda acabou, mas as reuniões entre eu e ele continuaram e as gravações começaram. Por coincidência a banda voltou um mês antes do lançamento do clipe. As crianças são todas filhos de amigos ou priminhos do diretor.</p>
<p><strong>Ele bombou meio por acaso, não? Se não me engano, você estava viajando pela gringa quando a coisa toda rolou&#8230;</strong><br />
Totalmente por acaso. Apesar de ter achado o clipe legal, não imaginavamos que iria causar tudo isso. Fui viajar para os Estados Unidos logo depois que o clipe estourou, curti a maior parte do sucesso de longe.</p>
<p><strong>O que mudou depois dele? Mais shows? TV? Cachê?</strong><br />
Mudou bastante coisa, mas não tanto quanto imaginam. Nós somos os mesmos, o som é o mesmo, a idéia e como levamos as coisas são as mesmas. Ainda ralamos tanto quanto antes, até mais. Participamos do Acesso MTV e do Legendários o clipe está rolando na programação da MTV.</p>
<p>Consequentemente, mais shows e o cachê um pouco maior. Na cena independente [o que ainda existe dela] é bem básica a relaçãocom produtores: quanto mais publico você tem, maior pode ser o seu cachê. E claro que o clipe ajudou muito, fazendo o nosso som chegar em uma galera que ainda nunca tinha escutado.</p>
<p><strong>Como é bombar com músicas lançadas há tanto tempo? Estão pensando em lançar músicas novas?</strong><br />
As músicas são velhas só para nós! Para a galera que está conhecendo agora é novo, muito novo. E como a banda acabou logo depois que lançamos o CD, achamos que ele ainda tinha que ser trabalhado. Mas claro, já estamos gravando músicas novas e até janeiro já tem coisa rolando por aí.</p>
<p><strong>A ideia do novo clipe [<em>Bonitinha, né? Fiz pra Você</em>] é também atrair pelo lado &#8220;fofinho&#8221;? Quais os planos para 2012?</strong><br />
Queremos apenas ser originais e divertidos, só. Não tentamos igualar o outro, ele foi único e importante pro nosso trampo, mas agora as coisas seguem.</p>
<p>Para o próximo ano, queremos tocar, tocar muito, na maior quantidade de cidades possíveis, conhecer a maior quantidade de garotas possível, botar a guitarra nas costas todo o final de semana e compensar todo o tempo que ficamos separados.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/s2ZeMWK53aw" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center></p>
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		<title>Quando o rock argentino conquistou a Lua</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 09:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@pelogia</dc:creator>
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		<category><![CDATA[melhor show do ano]]></category>

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		<description><![CDATA[A paixão do povo argentino pelo seu país é uma coisa absurda. Mas antes de eu contar no Diário de Palco mais uma história que você não vai encontrar em outro lugar, peço para você assistir os dois vídeos abaixo. &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2011/12/quando-o-rock-argentino-conquistou-a-lua/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A paixão do povo argentino pelo seu país é uma coisa absurda. Mas antes de eu contar no <strong>Diário de Palco</strong> mais uma história que você não vai encontrar em outro lugar, peço para você assistir os dois vídeos abaixo. Eles explicam bastante sobre o melhor show que eu assisti esse ano.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/8uYClBGp4DM" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></center><center></center><center></center><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/1ujCwolOfnc" frameborder="0" width="480" height="360"></iframe></center>Estes vídeos foram do início da apresentação do Ciro y Los Persas, que rolou neste sábado (17), no Luna Park, em Buenos Aires. Foi a segunda de três datas do show nomeado como <em>Viagem ao Centro da Lua</em>. Conheço o Ciro há pouco mais de um ano, mas foi a primeira vez que assisti ao vivo. Já vi várias outras bandas aqui na Argentina, mas nenhum como este. Sem dúvida, o melhor show que assisti em 2011.</p>
<p>Explico a história por trás dos vídeos: o show conta que o Planeta Terra virou um depósito de lixo em meados do século XXI. A Argentina, que se transformou em potencia mundial, envia astronautas pela primeira vez à lua. O objetivo é buscar vida inteligente e condições para a vida humana e com um detalhe: a colonização será feita através da música.</p>
<p>Obviamente, essa é uma história de sci-fi, mas não importa. Quando Ciro e sua banda chegam à lua [em um foguete, que desce no centro do palco], eles tiram a bandeira dos EUA e fincam a da Argentina, tomando posse do local. A comoção é como a de um gol importante na Copa do Mundo. O nome do país é evocado pelo público, que grita e bate palmas com um orgulho invejável.</p>
<div id="attachment_606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 590px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ciro_lpark_580px.jpg"><img class="size-full wp-image-606" title="ciro_lpark_580px" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ciro_lpark_580px.jpg" alt="" width="580" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Em show lotado de referências à filmes de sci-fi como Star Wars e 2011, Ciro &quot;aponta para a Terra&quot; durante show em Buenos Aires. Foto por Daniel Andam/Terra Argentina</p></div>
<p>Começam as músicas. Algumas são do único disco dele, <em><a href="http://diariodepalco.com.br/2011/08/ciro-y-los-persas-%E2%80%93-espejos/" target="_blank">Espejos</a></em>, outras são de sua antiga e famosissima banda, Los Piojos. Não importava qual, todas foram cantadas de todos os lados. Ao contrário do esquema tradicional, o palco estava no meio do estádio. A cada bloco de canções, os músicos trocavam de posição, para que todos pudessem assistir a banda de frente. Em cada “movimento”, as luzes se apagavam e um vídeo [emum telão de quatro lados] feito com marionetes dos músicos mostrava o desenvolvimento da história. Ao chegarem no novo local, a “frente” estava trocada, assim como a decoração do palco. O show teve ingressos esgotados, mas a pista não estava amarrotada, então parte do público tinha a opção de “seguir” a frente do palco. Os mais empolgados foram com suas bandeiras gigantes por toda a extensão da pista.</p>
<p>A banda toda fazia parte da expedição argentina, com exceção do baterista, que era um residente da Lua. Em certo momento, “por acaso”, ele oferece água para Ciro e todos descobrem que existe uma reserva de água na Lua [na terra, ela está escassa]. É quando a missão fica completa e eles decidem voltar à terra [não antes, claro, de tocar mais umas cinco músicas].</p>
<p>Ao redor, o público, apaixonado, canta e chacoalha suas bandeiras, em clima de estádio de futebol. Nelas, os fãs escreveram, além do nome de Ciro, as cidades de onde vieram. Gente de vários lados da Argentina [até de Ushuaia, “a cidade do fim do mundo”, conhecida por ser um dos lugares mais ao sul da Terra]. Ciro agradeceu, bandeira a bandeira, todas as cidades presentes. É bonito ver gente com orgulho da sua terra.</p>
<p>Quando a expedição chega ao fim [após mais de três horas de encenações e música], todos retornam para a nave. Antes de dar o adeus, Ciro toca sozinho, com uma gaita, o hino argentino, cantado a plenos pulmões pelo estádio lotado. Uma paixão absurda, para abrir e para terminar a noite. E eu estava só em um show de rock.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/T5jgFESyJeo" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center></p>
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		<title>Com Mariana, Paulo e Tavinho, o KiLLi está de volta!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 23:03:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@pelogia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 1999, muito antes de virar moda ter banda de rock com uma mulher na voz, o KiLLi nasceu. Hardcore, sim. Mas com pegada pop e letras bonitinhas sobre “eu-e-você” e voz doce. Parecido com o que se ouve hoje &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2011/12/com-mariana-paulo-e-tavinho-o-killi-esta-de-volta/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1999, muito antes de virar moda ter banda de rock com uma mulher na voz, o KiLLi nasceu. Hardcore, sim. Mas com pegada pop e letras bonitinhas sobre “eu-e-você” e voz doce. Parecido com o que se ouve hoje por ai, só que mais roqueiro, sem tanta pose e sem esse ridículo desespero comercial.</p>
<div id="attachment_596" class="wp-caption aligncenter" style="width: 513px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/killi-interna.jpg"><img class="size-full wp-image-596" title="killi-interna" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/killi-interna.jpg" alt="Após meses de conversa, Mariana, Paulo e Tavinho voltaram a ensaiar com o KiLLI" width="503" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">Após meses de conversa, Mariana, Paulo e Tavinho voltaram a ensaiar com o KiLLI</p></div>
<p>Semanas atrás o Paulo Senoni me escreveu, em busca de alguma sugestão de baterista para a volta do KiLLi. Fiquei feliz com a notícia e lembrei de 2003, quando recebi meu primeiro CD pelo correio. A F Records descobriu meu antigo fanzine [chamado Alternativo Rock] no Hangar 110 e me mandou o <em>Contando os Dias</em>, primeiro full álbum do KiLLi. O lançamento do disco virou anuncio na edição seguinte. Bons tempos.</p>
<p>Então, meio sem querer, tenho uma relação de carinho com esss disco [e acho que é a primeira vez que falo sobre isso na vida], que é o único do KiLLi que ouvi de cabo a rabo. Depois de algum tempo parei de acompanhar a carreira deles, mas fiquei feliz de saber sobre o retorno da banda, com quase toda a formação original [Mariana na voz, Paulo na Guitarra e Tavinho no baixo]. Troquei um e-mail com eles e as novidades estão todas ai.</p>
<p><center><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/5EQNv0FDyVY" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center><br />
<strong>Como e quando vocês decidiram voltar? Quem falou com quem? Estão ensaiando desde quando?</strong><br />
<strong>Paulo:</strong> depois que a banda acabou, em dezembro de 2009, estava bem claro pra mim que aquilo seria o ponto final e acho que falo por todos quando digo isso. O fim veio como um alívio, estávamos com muitos problemas. Mas o tempo foi passando, e esses motivos que puseram o fim na banda acabaram sumindo. Enquanto isso, eu via o Tavinho e a Mariana postando coisas sobre o KiLLi no Facebook de tempos em tempos. Eu tinha saudade, eles tinham saudade. Até tive conversas casuais, com ambos, ao longo desse ano, sobre uma possível volta da banda. Mas só em setembro que a gente realmente sentou pra conversar e decidimos o que fazer. Vamos voltar num modo mais &#8220;maneiro&#8221;, digamos assim. Sem muita pressa, priorizando simplesmente o prazer de tocar e fazer música juntos. Já fizemos vários ensaios desde então, os últimos finalmente com o Zeh Monstro [Last Post, Borderlinerz], que vai assumir as baquetas nessa nova encarnação da banda.</p>
<p><strong>Como foi ver outras meninas cantando as suas músicas? E como é agora, cantar músicas feitas quando você não estava na banda?</strong><br />
<strong>Mariana:</strong> as músicas na verdade não eram minhas. Eram todas dos meninos, a maioria do Paulo. Mas sim, é muito emocionante, gratificante, empolgante, ver alguém cantando o que um dia eu cantei pela primeira vez. O que acho mais incrível é saber que um dia minha voz chegou aonde eu nem sonhei em chegar. Que minha voz viajou pra lugares que nem imagino e que, provavelmente, nunca visitarei! Que minha voz conheceu pessoas com quem nunca vou falar! É muito mágico. Cantar as músicas que não são da minha época também é muito divertido, é como se fosse um monte de covers! Eu tinha saído do KiLLi, mas nunca tinha deixado de acreditar (e gostar) da banda.</p>
<p><strong>Vocês vão fazer músicas novas já para a reestreia? Quando acontece?</strong><br />
<strong>Mariana:</strong> o esquema agora vai ser um pouco diferente. Não vamos mais enfrentar aquele ritmo maluco de antes, então acho que vai sobrar mais espaço pra todo mundo compor. Nesses últimos anos eu só não tava mais nos palcos, mas nunca saí da música. Passei a me entender melhor com o violão e até saíram algumas coisas que eu nem sabia que conseguia fazer. E tá todo mundo mais experiente também [para não dizer velho!]. Então, sim, provavelmente teremos muitas coisas novas. Mas prefiro não arriscar datas. Isso é muito limitador!</p>
<p><strong>É muito nostálgico tocar novamente músicas antigas? Quais são as preferidas até agora?</strong><br />
<strong>Paulo:</strong> é nostálgico e desafiador ao mesmo tempo. No último ano e meio eu estava tocando no Last Post e no Pousatigres, bandas com estilos diferentes do KiLLi. A minha &#8220;pegada&#8221; na guitarra mudou, então estou me re-adaptando aos power-chords com palhetadas ultra-rápidas. Mas isso é legal, é algo que estava me fazendo falta. E é interessante revisitar essas fases meio que pré-históricas da nossa vida. O KiLLi sempre foi muito honesto nas letras, então essas músicas são tipo um diário dos últimos 10 anos. Até agora as músicas que estou mais curtindo tocar são <em>Fim do Mundo</em>, <em>Tudo a Perder</em> e <em>Posso</em>.</p>
<p><center><br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/i8-WDflAHDM" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center></p>
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		<title>Shaila, o Dead Fish da Argentina</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 12:00:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Assisto shows aqui na Argentina todo o tempo, mas até sábado (10), não tinha visto nenhuma banda de hardcore. Enfim, após um mês e meio vivendo com os porteños, curti uma noite com o Shaila. Resumo abaixo como foi o &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2011/12/shaila-o-dead-fish-da-argentina/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_589" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Shaila_Joaquin_590px.jpg"><img class="size-full wp-image-589" title="Joaquín Guilen durante show de comemoração dos 17 anos do Shaila. Não é o show que contarei a história abaixo, ok? Foto por Dudutomasi" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Shaila_Joaquin_590px.jpg" alt="Joaquín Guilen durante show de comemoração dos 17 anos do Shaila. Não é o show que contarei a história abaixo, ok? Foto por Dudutomasi" width="590" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">Joaquín Guilen durante show de comemoração dos 17 anos do Shaila, em agosto, no Groove, em Buenos Aires. Foto por Dudutomasi</p></div>
<p>Assisto shows aqui na Argentina todo o tempo, mas até sábado (10), não tinha visto nenhuma banda de hardcore. Enfim, após um mês e meio vivendo com os <em>porteños</em>, curti uma noite com o Shaila. Resumo abaixo como foi o rolê.</p>
<p>Fui até Martinez, uma pequena cidade à 30 km do centro de Buenos Aires, mas ainda na região metropolitana. Peguei o metrô, um ônibus e uma hora e meia depois, lá estava. Andei cinco quadras e cheguei no City Bar e para assistir o último concerto da noite. Chutando alto, creio que cerca de 300 pessoas estavam lá comigo. Estava lotado e quente, como quase todo lugar onde rolam shows de hardcore. Se fosse diferente, talvez não desse o mesmo tesão [ok, tem horas que ninguém suporta, mas dessa vez eu fui lá na frente do palco!]</p>
<p>Já conhecia e havia escrito sobre o Shaila <a href="http://mtv.uol.com.br/diariodepalco/blog/bailando-com-dead-fish-e-shaila" target="_blank">quando os vi ano passado no Hangar 110</a>, em São Paulo. Para incentivar quem nunca ouviu falar deles, faço uma comparação superficial, mas equivalente: o Shaila é o Dead Fish da Argentina. Tocam hardcore melódico, tem uma longa carreira [17 anos], fazem shows insanos em clubes pequenos, frequentemente abrem shows de banda gringas [Millencollin, Pennywise e Bad Religion, por exemplo], cantam sobre temas politicos na língua materna e te fazem refletir. E as duas bandas já fizeram turnês juntas, no Brasil e na Argentina. A última foi na gringa, em agosto deste ano.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/sakNcGkkgLg" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe><br />
<strong><em>Sudamérica III &#8211; La Meta Supranacional, vídeo do DVD da banda. <a href="http://www.facebook.com/Shailaoficial?sk=app_178091127385" target="_blank">Para conhecer mais músicas do Shaila, visite a BandPage deles no Facebook</a></em></strong></p>
<p>Só conheço um álbum do Shaila e para minha sorte, o show foi basicamente com as canções de <em>Camino a Idila.</em> Cantei quase durante o show todo [hora na muvuca, hora no fundo], que durou mais ou menos 1h30, com direito a uma parada de três músicas &#8211; apenas o baixista ficou no palco e tocou canções de seu projeto solo, com voz e violão, dando um pouco de descanso para a banda. Em seguida, voltaram para mais cinco músicas.</p>
<p>Quando o show acabou, fui ao camarim [que era apenas uma área aberta, com cadeiras e bebidas em cima de um barril] e me apresentei ao Joaquín, o vocalista da banda. Tinha falado com ele algumas vezes pela web, contei que estava de mudança para Buenos Aires e recebi o convite para o show. Conheci a banda toda e mais um montão de gente <em>buena onda</em> [simpática, em português].</p>
<p>Só para registro: no mesmo dia, também foi aniversário do Charlie, manager da banda. Depois do show, fomos todos comemorar em uma casa que é o estúdio onde o Shaila e o Jordan [outra banda que tocou ontem, mas eu não vi] ensaiam. O lugar também é o deposito dos equipamentos e logo deve virar um estúdio de gravação.</p>
<p>Conversamos um pouco sobre os brasileiros e conheci mais um monte de gente doida e divertida [mas isso já assunto já tema de cerveja para com os meus amigos]. Durante a noite, Charlie comentou que a primeira pessoa que lhe deu parabéns no Facebook foi o Fran Coppola, da <strong><a href="http://www.spidermerch.com.br/" target="_blank">Spidermerch</a></strong>. Curiosamente, foi também ele quem me vendeu o CD e o DVD do Shaila que tenho e cantei durante o show. Também tive que aguentar piadinhas sobre como &#8220;aqui não é o Brasil, então homem se abraça, se beija e foda-se&#8221; e &#8220;cuidado, o jornalista está vendo a merda que você está fazendo&#8221;, mas tudo na amizade. Comecei muito bem com a cena local.</p>
<p><strong>Obs.: também fiz novos amigos durante o show e descobri uma coisa muito interessante sobre a força do hardcore brasileiro. Se você gosta de Rancore e Sugar Kane, volte aqui durante essa semana.</strong></p>
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		<title>&#8220;Foi como sair do inferno”, analisa Koala, após lançamento de Obrigado Tempestade, novo álbum do Hateen</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 17:30:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Superação parece ser a palavra que marca a nova vida do Hateen. Cinco anos após lançar seu primeiro álbum por uma grande gravadora, a banda finalmente apresenta uma coleção de músicas novas em Obrigado Tempestade. O nome do álbum já &#8230; <a href="http://diariodepalco.com.br/2011/12/foi-como-sair-do-inferno%e2%80%9d-analisa-koala-apos-lancamento-de-obrigado-tempestade-novo-album-do-hateen/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_574" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><br />
<a href="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/HATEEN2011raios.jpg"><img class="size-full wp-image-574  " title="Com Koala e Japinha (ambos à direita), Hateen volta a ter dois integrantes que fundaram o grupo" src="http://diariodepalco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/HATEEN2011raios.jpg" alt="" width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Com Koala e Japinha (ambos à direita), Hateen volta a ter dois integrantes que fundaram o grupo</p></div>
<p>Superação parece ser a palavra que marca a nova vida do Hateen. Cinco anos após lançar seu primeiro álbum por uma grande gravadora, a banda finalmente apresenta uma coleção de músicas novas em <em>Obrigado Tempestade</em>. O nome do álbum já explica muito sobre a situação vivida pela banda: a reflexão em cima dos próprios problemas foi o caminho para encontrar uma solução. “Ficamos ligados em criar sucessos radiofônicos que pudessem nos salvar do limbro e a coisa simplesmente não andava, porque não eramos nós sendo sinceros com nós mesmos”, explica Rodrigo Koala.</p>
<p>Na entrevista abaixo, feita por e-mail com ele, o guitarrista Sonrisal e Japinha [que<a href="http://diariodepalco.com.br/2011/10/com-japinha-uma-nova-chance-para-o-hateen/ " target="_blank"> retomou as baquetas da banda</a> há alguns meses] entenda um pouco do aconteceu nos últimos cinco anos de vida do Hateen.</p>
<p><strong>Qual a sensação de, após cincos anos, lançar um material novo? O que aconteceu para o Hateen levar tanto tempo para ter o sucessor de <em>Procedimentos de Emergencia</em>?</strong><br />
<strong>Koala:</strong> foi como sair do inferno, de verdade. Nós ficamos muito presos à antigos conceitos de como deveríamos fazer as coisas e acabamos entrando num círculo vicioso de não nos permitir fazer o que a gente sempre fez, que era simplesmente tocar e foda-se. Ficamos ligados em criar sucessos radiofônicos que pudessem nos salvar do limbro e a coisa simplesmente não andava, porque não eramos nós sendo sinceros com nós mesmos. Estávamos presos no passado, e isso tinha que acabar, só não sabíamos como.</p>
<p>Quando começamos a entender que tinhamos que fazer as músicas de jeito, sem nos importar com o que os outros iriam pensar, fosse gravadora ou público, as coisas começaram à rolar.</p>
<p>Nesse meio tempo, em que ficamos esperando o que seria de nossa carreira em relação à gravadora, aconteceram trocas de integrantes, problemas internos e todas aquelas coisas chatas que quem toca em banda conhece bem. Tudo isso junto, resultou nesse hiato de 5 anos sem produzir material novo.</p>
<p><strong>As músicas<em> Eu Voltei</em> e <em>Obrigado Tempestade </em>remetem aos últimos anos da banda? As duas e <em>Volte Sempre</em> soam como recados para pessoas do meio musical. É por ai?<br />
Koala:</strong> toda música tem sempre uma história por trás, pelo menos as que eu faço são assim. Com certeza as músicas que você citou falam bastante sobre a desilusão de estar em uma &#8220;grande&#8221; gravadora, de toda ilusão que é o mundo artístico, e de toda palhaçada em que o rock se tornou hoje em dia. Nós, agora independentes, conseguimos ver as coisas de uma outra forma e acho que nunca fomos tão felizes. Essas músicas são um desabafo por tudo o que aconteceu nesses 5 anos com a gente, com certeza.</p>
<p><object height="325" width="100%"><param name="movie" value="https://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1363536"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param> <embed allowscriptaccess="always" height="325" src="https://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1363536" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"></embed></object>  <span><a href="http://soundcloud.com/hateenoficial/sets/obrigadotempestade">ObrigadoTempestade</a> by <a href="http://soundcloud.com/hateenoficial">HATEEN</a></span> </p>
<p><strong><br />
Sonrisal, agora que você gravou o primeiro álbum com o Hateen, muda alguma coisa? Se sente mais parte da banda agora que irá tocar músicas nas quais participou do processo de composição?</strong><br />
Existe o Hateen “banda que eu gosto” e o Hateen “banda que eu toco”. Na minha cabeça são bem distintas. Não significa que eu não goste da que toco, mas o meu enfoque pessoal é diferente. Estou ha mais de 5 anos no Hateen e até então tinha somente gravado o DVD <em>MTV 5 Bandas de Rock</em> e feito um videoclipe. Com esse tempo todo, não tem como não se sentir da banda. Mas confesso que levou uns 2 ou 3 anos para me sentir assim.</p>
<p><strong>Japinha, a sua imagem como pessoa é bem forte perante o público jovem que gosta de rock. Seu retorno pode fazer o Hateen recuperar os fãs de <em>Procedimentos de Emergencia</em>? O que significa pra você voltar para a banda que formou há 17 anos?<br />
</strong><strong>Q</strong>uanto a recuperar o publico, acho mais correto dizer “reanimar” as pessoas que nunca deixaram de gostar do som, mas que por esse período de tempo em que estivemos afastados da mídia ou mesmo sem muitos shows, não tiveram muito contato com a banda. É algo natural de acontecer quando uma banda se ausenta por um tempo. Acho ótima a ideia de retomar raízes de uma banda, ainda mais sendo uma banda que montamos há 17 anos. É uma história muito bonita e sacrificada, mas que só nos faz gostar mais e mais dela. Eu e o Koala, além de termos uma sintonia muito forte musical, somos bastante parceiros de aventuras, de estrada e de vida mesmo. Sempre nos ajudamos e nos queremos muito bem, em um nível até familiar. Voltar a tocar com ele e com a galera é algo que me deixa muito motivado, contente e feliz. É uma nova fase, eu diria, com sabor antigo e bem especial. O importante mesmo é que estamos empolgados e queremos fazer muitos shows, além de entrevistas, clipes, álbuns e pegar estrada.</p>
<p><strong>Terão música de trabalho? Clipe? Quando sai o CD em formato físico? Já bateram mais 12 mil downloads. A expectativa é chegar até quanto ao final do ano?</strong><br />
Já estamos pensando no clipe, anotando idéias e logo deve rolar. O CD físico chega neste mês e faremos um show de lançamento no <a href="http://hangar110.com.br/" target="_blank">Hangar 110</a>, onde cada pessoa que for ao show ganhará uma cópia. Quanto aos downloads, ver 12 mil downloads é muito legal, pois esse CD foi feito sem nenhum investimento alheio que não do próprio bolso da banda e dos envolvidos na produção. Conseguimos trabalhar com gente extremamente conceituada e talentosa como Lampadinha, Paulo Anhaia e Brendan Duffey. Cada um participou com conhecimento e também com o coração, pois todos se esforçaram para fazer esse disco dentro das possibilidades que tinhamos.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/KbP87PbEw7k" frameborder="0" width="640" height="360"></iframe></p>
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